Folha de S. Paulo: Dólar chega a R$ 4,12 e já pressiona taxa de juros
Analistas preveem que a cotação da moeda, a maior em 2 anos e 7 meses, pode elevar preços ao consumidor…
O Globo: Alta do dólar chega à mesa do brasileiro
Óleo de soja, pães e carnes já estão mais caros ou terão aumentos nos próximos dias..
O Estado de S. Paulo: Sob pressão, Alckmin troca responsável por mídias sociais
Desempenho fraco nas pesquisas e tom a ser adotado contra Bolsonaro nas redes provocaram mudança…
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O Globo

Manchete: Alta do dólar chega à mesa do brasileiro
Óleo de soja, pães e carnes já estão mais caros ou terão aumentos nos próximos dias
Com a moeda americana ultrapassando os R$ 4,10, os consumidores já começam a pagar a conta da desvalorização do real. Estão mais caros ou terão aumentos a partir de 5% nos próximos dias óleo de soja, alho, azeite, pães, biscoitos e carnes. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal, a alta de aves e suínos será de pelo menos 15%. As previsões são de que a ceia de Natal terá um bacalhau muito mais salgado: os supermercados estimam que vão pagar mais 50% pelo quilo do pescado, e devem repassar boa parte desse aumento para as prateleiras. Aguerra comercial entre Estados Unidos e China chegou ontem à cifra de US$ 100 bilhões, e levou à valorização da moeda americana em todo o mundo. No Brasil, somou-se a esse fator a incerteza em torno das eleições, provocando a sétima alta consecutiva do dólar, de 1,65%, que chegou a R$ 4,124, o mais alto patamar desde janeiro de 2016. (PÁGINAS 17 e 18)

Presidenciáveis definem suas estratégias para TV
O TSE divulgou a divisão do tempo da propaganda eleitoral, que começa em uma semana e tem como marca a disparidade. Geraldo Alckmin (PSDB) tem 434 inserções em rádio e TV, mais que a soma dos outros cinco presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas. Eles definem, agora, estratégia para o programa. (PÁGINA 4)

Com autodoação, dispara número de candidatos ricos
Com as novas regras que permitem o autofinanciamento de campanhas, o número de candidatos que têm mais de R$ 10 milhões de patrimônio declarado cresceu 147% este ano, na comparação com 2014. São 227 concorrentes, o que corresponde a 1% do total de nomes que estão na disputa. (PÁGINA 6)

Colunistas
BERNARDO MELLO FRANCO
Dirceu destila veneno em livro (PÁGINA 6)

MÍRIAM LEITÃO
PSDB: dúvida é se o centrão vai apoiar o ajuste (PÁGINA 18)

Rio tem 7,2 milhões de atendimentos a menos na saúde
Dados do Ministério da Saúde revelam que houve queda de 28,5% no número de cirurgias, consultas e exames na rede municipal de saúde do Rio entre janeiro e maio, totalizando 7,2 milhões a menos de atendimentos, se comparado a 2016. A prefeitura alega mudança de metodologia. (PÁGINA 11)

Medidas que custam R$ 1,62 bi ameaçam recuperação fiscal
Relatório do Ministério da Fazenda aponta três medidas que podem excluir o Rio do Regime de Recuperação Fiscal. Somados, o aumento de 5% para Judiciário, MP e Defensoria Pública, o Plano de Carreira, Cargos e Salários da saúde e a nomeação de 79 concursados para o Degase custarão R$ 1,62 bi por ano ao estado. (PÁGINA 14)

ONU pede a países latino-americanos que recebam imigrantes venezuelanos (PÁGINA 22)

Adicional de aposentadoria aprovado pelo STJ teria impacto de R$ 3,5 bi (PÁGINA 18)

Cristina Kirchner: Polícia Federal faz buscas em imóveis da senadora (PÁGINA 22)

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O Estado de S. Paulo

Manchete : Sob pressão, Alckmin troca responsável por mídias sociais
Desempenho fraco nas pesquisas e tom a ser adotado contra Bolsonaro nas redes provocaram mudança
O fraco desempenho de Geraldo Alckmin (PSDB), que aparece com 7% das intenções de voto na pesquisa Ibope/ Estado/Rede Globo, provocou a primeira troca na equipe do tucano. O publicitário Marcelo Vitorino deixou a coordenação da área digital da campanha, terreno em que Jair Bolsonaro (PSL) tem forte mobilização. O deputado se mantém na liderança da corrida presidencial, com 20% das intenções de voto em um cenário sem o ex-presidente Lula, condenado e preso em Curitiba. Aliados avaliam que as mídias sociais de Alckmin estão “burocráticas”, mas o tom da campanha tucana também é motivo de discussão. Parte dos aliados defende que o tucano adote discurso mais agressivo contra Bolsonaro, enquanto outra corrente acredita que o ideal seja manter a tática atual. Vitorino diz que sua ida para outra área já era prevista. Ele será substituído por Alexandre Inagaki.(POLÍTICA / PÁG. A4)

Adicional para aposentados custará mais R$ 3,5 bilhões
Um rombo de R$ 3,5 bilhões por ano nas contas do INSS. Esse é o tamanho do impacto da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de estender a todos os aposentados que precisem de assistência permanente um adicional de 25% sobre o valor do benefício, segundo a Secretaria de Previdência. Hoje, apenas aposentados por invalidez têm direito a esse extra.(ECONOMIA / PÁG. B1)

Rio pode ter de ressarcir União em R$ 18,8 bilhões
O Rio pode ter de ressarcir R$ 18,8 bilhões à União por descumprimento do acordo que tenta salvar as finanças do Estado. Nesta semana, a Assembleia liberou reajustes para servidores, o que é vedado pelo acordo.(ECONOMIA / PÁG. B3)

Dólar vai a R$ 4,12 com tensão externa e incerteza eleitoral
A moeda americana fechou o dia cotada a R$ 4,12, puxada pela cautela com o cenário eleitoral e pelo impacto da disputa comercial entre China e Estados Unidos. Foi o sétimo dia consecutivo de alta na cotação.(ECONOMIA / PÁG. B4)

Venezuelanos fazem fila por carne estragada
A falta de energia em Maracaibo, na Venezuela, torna impossível congelar alimentos. A carne que estraga, mesmo assim, é colocada à venda, e há filas para a compra.(INTERNACIONAL / PÁG. A11)

No encalço dos presidenciáveis
Projeto multiplataforma do Estado acompanha rotina de candidatos. Ontem, Bolsonaro perguntou a criança se ela sabia atirar e Alckmin foi de táxi a Congonhas. Na quarta, Marina esteve na periferia de SP e, na terça, Ciro foi a Guarulhos.(PÁG. A6)

Polícia investiga casa de Cristina
Em meio a escândalo das propinas, a polícia argentina fez buscas em endereços da ex-presidente, senadora Cristina Kirchner. Agentes vasculharam o apartamento dela em Buenos Aires (foto).(INTERNACIONAL / PÁG. A12)

PF indicia Joesley, Mantega e Palocci (Economia / Pág. B4)

Febre amarela migrou do Norte para o Sudeste ( Metrópole / Pág.A15)

Fernando Gabeira
Por enquanto, candidatos hipnotizam com propostas. Não se preocupam em mobilizar. (ESPAÇO ABERTO / PÁG. A2)

Celso Ming
STF está decidindo entre modernização das relações de trabalho e proteção precária de direitos.(ECONOMIA / PÁG. B2)

Notas & Informações
Bons sinais para preços e juros
O novo presidente encontrará inflação bem-comportada se o quadro eleitoral evoluir sem sustos e se a turbulência internacional continuar suportável.(PÁG. A3)

A educação e as eleições
Nos últimos anos, o Brasil multiplicou por três o valor gasto por aluno no ensino básico.(PÁG. A3)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Dólar chega a R$ 4,12 e já pressiona taxa de juros
Analistas preveem que a cotação da moeda, a maior em 2 anos e 7 meses, pode elevar preços ao consumidor
Sob a influência da ameaça de uma escalada na disputa comercial entre EUA e China e de um dia negativo p ara as commodities, o dólar voltou a subir e fechou ontem a R$ 4,12, maior cotação desde 21 de janeiro de 2016. A alta da moeda americana já leva analistas a preverem um cenário em que o impacto na inflação forçará o Banco Central a elevar a Selic (taxa básica de juros da economia) após as eleições, e não apenas em 2019. Ao fator externo somam-se as incertezas eleitorais, o que faz com que a queda a curto prazo seja descartada. Segundo André Perfeito, economista-chefe da Spinelli Corretora, a subida do dólar impactará os preços e pode levar a inflação a ultrapassar a m eta do governo, de 4,s% ao ano. Marcelo Kfoury, professor de economia da FGV, diz que 10% dos produtos da cesta básica contêm matéria prima cotada fora do país. Espera-se que pão francês, macarrão, gasolina e eletrônicos fiquem mais caros para o consumidor. Simultaneamente à aceleração do dólar, o Ibovespa, principal índice da Bolsa, recuou 1,65%. (Mercado A21)

Bolsonaro tem série de recuos em uma semana de campanha
Com uma semana de campanha, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) acumula mudanças de discurso, em temas que incluem ONU, STF e anúncio de futuros ministros. A mais recente refere-se a debates na TV. Ele pôs em dúvida sua presença nos eventos e voltou atrás. (Eleições 2018 A4)

Preferência pelo PT chega a 24%, mostra Datafolha
Após o início da disputa eleitoral deste ano, o PT alcançou 24% de preferência no país, melhor resultado desde 2014. Em segundo lugar, empatados, aparecem PSDB e MDB, citados por apenas 4% dos entrevistados. PDT, PSB e PSOL receberam 1% das menções. As demais siglas somaram 4%. (Eleições 2018 A8)

Universal pede isenção fiscal para equipamento de TV
A Igreja Universal do Reino de Deus tenta na Justiça isenção de R$ 5 milhões em impostos do governo paulista para importar equipamentos de TV, informa Rogério Gentile. O estado diz que a compra não se enquadra na lei e que a igreja é dona de “canais de televisão”. A Universal controla a Record. (Poder A14)

Mães afastadas de filhos questionam alienação parental
Afastadas dos filhos pela Justiça após denunciarem o pai da criança por agressão ou abuso sexual, mães criaram coletivo para questionar decisões baseadas na lei da alienação parental. A lei é definida como “interferência na formação psicológica da criança” promovida por um dos pais contra o outro genitor. (Cotidiano B1)

Fim da democracia começa nas urnas
StevenLevitsky
Hoje, a maioria das democracias morre não por ação de generais, mas sim de líderes eleitos. Os cidadãos precisam tomar cuidado, identificar e derrotar os políticos autoritários. Essa é uma questão séria no Brasil. (Eleições2018 A6)

Editoriais
Frustração no Rio
Sobre apoio menor à intervenção na segurança.

Precário e sob risco
Acerca de cenário econômico turbulento do país. (Opinião A2)
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