O volume de chuvas no país em julho deste ano foi o terceiro pior para o mês desde o início da série histórica, em 1931, de acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Em julho deste ano, o volume de chuvas, para efeito de geração de energia, foi de 63% da média histórica para o período. Segundo o diretor-geral do órgão, Luiz Eduardo Barata, diante do cenário hidrológico, a expectativa é que a bandeira tarifária permaneça no patamar mais elevado – patamar 2 da cor vermelha – pelo menos até o fim do período seco, em 30 de novembro.

Reservatórios – De acordo com o executivo, os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o principal do país, devem chegar ao fim do período seco com nível de armazenamento de 18% a 20%, praticamente em linha com o observado em igual período do ano passado (18,7%). Segundo ele, porém, caso a situação hidrológica no Sul continue ruim, o Sudeste/Centro-Oeste deverá continuar exportando energia para a região, fazendo com que os reservatórios hidrelétricos fechem novembro em patamar um pouco mais baixo, entre 15% e 16%.

Condições do Sul – “Depende das condições do Sul”, explicou Barata a jornalistas, após participar de evento sobre energia eólica no Rio. Ele acrescentou que há expectativa de configuração de El Niño no fim deste ano, o que poderá elevar o volume de chuvas no Sul.

Nordeste – Com relação ao Nordeste, a situação é melhor. As projeções do ONS indicam nível de armazenamento nas hidrelétricas da região de cerca de 30%, no fim de novembro. Em igual período de 2017, esse número era de 5,5%. Segundo Barata, essa melhora foi obtida não por um aumento das chuvas, mas sim por medidas estratégicas para a gestão do rio São Francisco.

Desabastecimento – Apesar do quadro preocupante do nível dos reservatórios hidrelétricos, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo, descartou nesta quarta-feira (08/08) qualquer hipótese de desabastecimento e de racionamento de energia no país.

Ajustes – Questionado sobre o programa da Petrobras de parada para manutenção da plataforma de Mexilhão, na Bacia de Santos, e de um conjunto de térmicas, Barata explicou que a companhia fez alguns ajustes no plano que permitirão uma redução do volume de energia indisponível durante a parada, de 2.100 megawatts (MW) para 1.350 MW. A manutenção está prevista para terminar em 1º de setembro.

 

(Agência Brasil) Quinta, 09 Agosto 2018 09:19