Uma pesquisa com 300 gerentes de Recursos Humanos realizada pela OfficeTeam, empresa pertencente à Robert Half, apontou que, para 45% deles, postagens inadequadas podem acabar com a participação de candidatos em processos seletivos.

Entre as missões de um recrutador, está a análise das redes sociais do candidato. Em geral, a pesquisa começa pelo perfil no LinkedIn, mas isso não significa que o Facebook, o Instagram e o Twitter são esquecidos. “As pessoas acreditam que compartilhar nesses meios é só diversão, mas os empregadores podem acessá-los para saber mais sobre alguém antes de futuras contratações”, explicou o o vice-presidente regional da companhia, Brandi Britton.

Abaixo, confira a lista dos comportamentos mal vistos, segundo a equipe da companhia:

1. O crítico

Como age: não há limites para suas críticas. Seus temas vão desde o comportamento dos colegas de trabalho ao cenário político. Nada escapa de seus comentários ácidos.

Conselho: exercite a discrição ao postar em redes sociais ou blogs, afinal, você nunca sabe quem está lendo suas palavras. Termos ofensivos, então, nem pensar.

2. O detalhista ou o louco por selfies

Como age: publica selfies todos os dias e em todos os lugares, inclusive no trabalho. Festas, viagens, refeições, restaurantes, reuniões e livros também não escapam.

Conselho: Você não quer que chefes e recrutadores vejam fotos de momentos privados, afinal, profissão e intimidade não devem se misturar. Portanto, pegue leve na hora de expor a sua vida particular e, se possível, cheque seus controles de privacidade para que apenas os amigos mais próximos tenham acesso aos cliques.

3. O acumulador de conexões

Como age: não seleciona as pessoas em sua rede e manda convites para qualquer um. Quantidade parece ser mais importante do que qualidade.

Conselho: avalie criticamente suas interações ou, caso contrário, formará uma rede de contatos vazia, ineficiente e que em nada acrescenta a sua carreira.

4. O ausente

Como age: Não publica nada, nem atualiza seu perfil.

Conselho: ao deixar de atualizar perfis em redes como o LinkedIn, por exemplo, ou fóruns e grupos de discussão o perde visibilidade no mercado e, consequentemente, oportunidades profissionais.

(Conteúdo publicado originalmente em Exame.com)

ESTUDO DE CASO

Que muitas empresas olham seu histórico nas redes sociais isso é um fato, não tem como fugir disso, você pode até ser contra, mas isso não muda o fato.
Já vi muito candidato com um bom currículo ser descartado por passar o dia compartilhando sua opinião política, já vi casos em que a pessoa não ter Facebook eliminou a mesma de um processo seletivo (era um cargo na área de marketing).
Na última semana um gestor me pediu um conselho, queria contratar uma menina, mas ela tinha um comportamento socialista nas redes sociais.
Na foto que ele mandou ela segurava um cartaz dizendo: MORTE AO CAPITALISMO.
Confesso que achei muito engraçado, mas optei por não opinar já que não estudei a fundo, ou seja, não tenho conhecimento suficiente para ajudar.
Hoje perguntei o que decidiu a respeito da contratação, ele optou por não contratar, ficou com receio de estar contratando um problema. Como disse anteriormente não entendo do assunto, assim como a maioria dos recrutadores e gestores não são especialistas em política, religião e comportamento.
Na maioria das situações não existe certo ou errado, apenas linhas de pensamento diferentes, o problema é que quando você não coloca isso de forma clara, pode ser interpretado de forma errada e perder uma grande oportunidade.

Michel Jasper – Especialista em Varejo, Operação de Loja, Merchandising e T&D | Proprietário na Web Jasper | Fundador do Amo Varejo Gestão em Varejo Lajeado, Rio Grande do Sul, Brasil

Muitos recrutadores se utilizam das redes sociais para selecionar os candidatos, não adianta ter um curriculum fora de série, experiências adversas e estar seguro de ser contratado, e ainda, saber se colocar diante de uma entrevista de emprego, com todos conselhos e posicionamento. Tudo isso se tornou apenas uma introdução, atualmente estão preocupados com sua posição ideológica, se isso muda a importância do seu curriculum ou experiência, com certeza não, mas com tanta oferta de curriculum e experiência, nos processos seletivos estão optando pelo ideológico, mas a questão é, isso muda a produtividade do contratado?
O relacionamento social nas redes pode determinar o seu comportamento em grupo, nas atividades, no ativismo produtivo, no seu psique na comunicação diária dependendo da área que atua, ou mesmo, em responder efetivamente as circunstância ao gerir decisões necessárias ou urgentes. Sim, tudo isso e muito mais, pode ser demonstrado no seu comportamento nas suas redes sociais. Portanto não fique nu, não se desnude nesses meios, não apenas em fotos familiares, amigos, festas, mas nos diálogos, expressões ideológicas, vídeos, tome cuidado, as redes sociais atualmente tem se tornado um BBB tele-web nos processos de recrutamento.
Equipe Sintracoop – 10 de Abril de 2018 – ás 09h10