Falta de definição na reforma da CLT gera insegurança
O governo Michel Temer descumpriu acordo com o Congresso ao permitir que a reforma trabalhista entrasse em vigor sem alterar pontos que causaram discórdia. A indefinição cria insegurança, diz a Fecomércio-SP. O setor procura interessados em trabalhar em regime intermitente, mas aguarda ação do presidente…
Após Carne Fraca, venda de frango para a Europa cai 17,5%
O governo brasileiro questiona as barreiras impostas pela União Europeia às exportações de frango após a deflagração da Operação Carne Fraca, em março. Em carta à comissária europeia para o Comércio, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirma que o aperto na fiscalização tem causado “efeitos nefastos”. As receitas caíram de US$ 294,8 milhões para US$ 241,5 milhões em um ano…
————————————————————————

O Globo

Manchete: Justiça ignora crise e pressiona para criar 5,5 mil cargos
Custo da medida, que precisa do aval do CNJ, seria de R$ 606 milhões
Órgãos reivindicam novos postos efetivos e também para empregados sem concurso, além de funções gratificadas

Apesar da crise, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem uma pilha de 15 pedidos de tribunais federais e do Distrito Federal para a criação de 5.516 novos cargos e funções gratificadas, alguns com salário inicial de R$ 27,5 mil. Os pedidos começaram em 2013 e vêm se acumulando. Se forem aprovados, o impacto no Orçamento da União poderá chegar a R$ 606 milhões por ano. Os tribunais que reivindicam mais cargos são o STJ (1.548) e o TST (1.387). A presidente do CNJ, Cármen Lúcia, está sendo pressionada a colocar os pedidos em votação, mas avisou que resistirá. (Pág. 3)

Racha no PSDB faz ministro deixar governo
Bruno Araújo, das Cidades, diz que não tinha apoio do partido para ficar no cargo
O ministro das Cidades, Bruno Araújo, é o primeiro integrante do dividido PSDB a desembarcar do governo Temer. Em carta, ele alegou que já não tinha apoio do partido para se manter no cargo. “Minha sensibilidade dizia que chegou ao limite.” Surpreendido pela demissão, o presidente afirmou que fará reforma ministerial até meados de dezembro. (Pág. 6)

Colunistas
Merval Pereira
Disputa tucana será divisor de águas
O PSDB, que já representou o novo na política, corre o risco de um triste fim, novamente se aliando ao PMDB velho de guerra. (Pág. 4)

Míriam Leitão
Bolsonaro não sabe o básico de economia
Nem um transplante salva o pensamento econômico de Jair Bolsonaro, e as ideias de Lula variam conforme o ambiente. (Pág. 20)

Sete mortos, e ninguém admite um tiro sequer
A operação conjunta da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil e do Exército em um baile funk no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, deixou sete mortos, mas nenhum dos envolvidos admite ter atirado. Depois da polícia, foi a vez de os militares negarem estar por trás das mortes. (Pág. 8)

Pezão demite procurador-geral
Por não defender a indicação do deputado Edson Albertassi para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, o procurador-geral Leonardo Espíndola foi demitido pelo governador. (Pág. 5)

Petrobras lucra R$ 266 milhões
O lucro da Petrobras ficou em R$ 266 milhões no terceiro trimestre do ano, abaixo dos R$ 2,7 bilhões previstos por analistas. A estatal perdeu mercado nas vendas de gasolina e diesel. (Pág. 19)

————————————————————————————

O Estado de S. Paulo

Manchete: PSDB deixa Cidades e Temer antecipa reforma ministerial
Bruno Araújo pede demissão e é o primeiro tucano a deixar o governo em meio à grave crise que atinge o partido
O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), foi o primeiro tucano a deixar o governo Michel Temer após a grave crise que atinge o partido desde a destituição de Tasso Jereissati do comando da sigla na semana passada. A saída de Araújo deve abrir caminho para que o PSDB deixe definitivamente a base de apoio a Temer, o que obriga o presidente a antecipar a reforma ministerial. Araújo pediu demissão pouco antes de participar de cerimônia, no Palácio do Planalto, preparada para ser uma “agenda positiva” do governo. Em carta dirigida ao presidente, que foi pego de surpresa, Araújo mencionou indiretamente o racha interno do PSDB. Disse que não tinha mais o aval do partido para continuar à frente da pasta. “Agradeço a confiança do meu partido, no qual exerci toda a minha vida pública, e já não há mais nele apoio no tamanho que permita seguir nessa tarefa”, escreveu. Horas depois, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência divulgou nota confirmando que “o presidente dará início agora a uma reforma ministerial que estará concluída até meados de dezembro”. A saída do ministro das Cidades – uma das pastas mais cobiçadas da Esplanada, por causa de seu orçamento – escancara a crise na coalizão governista. O PSDB ainda controla três ministérios: Secretaria de Governo (Antonio Imbassahy), Relações Exteriores (Aloysio Nunes Ferreira ) e Direitos Humanos (Luislinda Valois). (POLÍTICA / PÁG. A4)

Eliane Cantanhêde
A demissão de Bruno Araújo abre a porta de saída do PSDB do governo, implode o centro e deixa Michel Temer à mercê do Centrão. (PÁG. A6)

PP quer ficar com a pasta e indica nome
Dono da quarta maior bancada da Câmara, com 45 deputados, o PP faz pressão para indicar o substituto de Bruno Araújo. O preferido da cúpula da legenda é o atual presidente da Caixa, Gilberto Occhi, mas interlocutores do presidente Temer defendem o nome do líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). (PÁG. A6)

Após Carne Fraca, venda de frango para a Europa cai 17,5%
O governo brasileiro questiona as barreiras impostas pela União Europeia às exportações de frango após a deflagração da Operação Carne Fraca, em março. Em carta à comissária europeia para o Comércio, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirma que o aperto na fiscalização tem causado “efeitos nefastos”. As receitas caíram de US$ 294,8 milhões para US$ 241,5 milhões em um ano. (ECONOMIA / PÁG. B1)

Petrobrás tem lucro líquido de R$ 266 milhões, 10% do esperado
Apesar de conseguir reverter prejuízo de R$ 16,4 bilhões no terceiro trimestre de 2016, a Petrobrás registrou agora 10% do lucro projetado por analistas, de R$ 2,5 bilhões. O resultado ficou abaixo do esperado por causa de perdas de R$ 3,3 bilhões com programas de regularização de débitos, contingências judiciais e baixas contábeis. O desempenho do mercado de combustíveis também pesou. (ECONOMIA / PÁG. B3)

Professor da Poli é escolhido novo reitor da USP
Mais votado em eleição interna, o professor da Escola Politécnica Vahan Agopyan será o reitor da USP de 2018 a 2022. Atual vice-reitor, ele tem como principais propostas aproximar a universidade da sociedade e diversificar as fontes de receita. (METRÓPOLE / PÁG. A12)

Michel Temer
Com o apoio do Congresso, dos trabalhadores e do empresariado, pusemos o País nos trilhos. Agora o Brasil vai avançar mais. (ESPAÇO ABERTO / PÁG. A2)

Drone fecha Congonhas por 2 h; PF vai investigar
Um drone causou fechamento de Congonhas por mais de duas horas e afetou pelo menos 41 voos no domingo. A PF abriu inquérito para identificar quem pilotava o aparelho. (METRÓPOLE / PÁG. A14)

Bolsa família vai ter aumento real em 2018 (Economia / Pág. B6)

Notas & Informações
Tesouro em perigo
Nenhum deputado ou senador precisa de bomba ou revólver para estourar os cofres da União. Basta juntar votos para aprovar projetos de lei recheados de irresponsabilidade. (PÁG. A3)

MST procura outra freguesia
Já que reforma agrária faz cada vez menos sentido, MST busca apoio a outros temas. (PÁG. A3)

————————————————————————————

Folha de S. Paulo

Manchete: Saída de tucano do governo acelera troca de ministros
Demissão de Bruno Araújo (Cidades) faz Temer iniciar negociações; PSDB tem mais três nomes na Esplanada
O pedido de demissão do ministro tucano Bruno Araújo (Cidades) deu início ao desembarque do PSDB do governo Temer e deve acelerar uma reforma ministerial. O presidente já começou a negociar com aliados a redistribuição de cargos no primeiro escalão. Ele pretende concluir as mudanças atê a próxima semana. O peemedebista se reuniu com o presidente do PP, o senador Ciro Nogueira. O partido quer o comando da pasta das Cidades, que tem um grande orçamento e executa ações em vários municípios. Estão cotados para a vaga deixada por Araújo o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, e o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro. Há mais três tucanos em ministérios: Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Luislinda Valois (Direitos Humanos). Esses postos são cobiçados por outros partidos da base, que cobram mudanças para destravar votações no Congresso, como a da reforma da Previdência. (Poder A6)

Falta de definição na reforma da CLT gera insegurança
O governo Michel Temer descumpriu acordo com o Congresso ao permitir que a reforma trabalhista entrasse em vigor sem alterar pontos que causaram discórdia. A indefinição cria insegurança, diz a Fecomércio-SP. O setor procura interessados em trabalhar em regime intermitente, mas aguarda ação do presidente. (Mercado A17)

Bolsa Família deve ter reajuste acima da inflação em 2018 (Mercado A18)

Petrobras caminha para 1º lucro anual depois da Lava Jato (Mercado A21)

Nos EUA, Marin diz que Del Nero mandava na CBF
A defesa do ex-presidente da CBF José Maria Marin responsabilizou em julgamento nos EUA o atual comandante, Marco Polo Del Nero, por supostos crimes cometidos à frente da entidade: “Há uma diferença crucial entre estar em campo e jogar O jogo.” (Esporte B9)

Drone irregular para Congonhas e mobiliza a polícia
O uso irregular de um drone causou o fechamento do aeroporto de Congonhas na noite de domingo (12) e ainda mobiliza a Polícia Federal em busca do responsável pelo aparelho. Expor uma aeronave a perigo é crime que pode resultar em até cinco anos de prisão. (Cotidiano B1)

Brasil negocia metas climáticas globais, mas não faz lição de casa (B7)

Repasse do BB a Val Marchiori foi irregular, diz TCU
Auditoria do Tribunal de Contas da União concluiu que o Banco do Brasil concedeu irregularmente em 2013, na gestão Aldemir Bendine, financiamento a Vai Marchiori. O TCU diz que o BB descumpriu normas internas ao liberar R$ 2,79 milhões para empresa da qual a socialite é sócia. O banco diz ter mostrado que a operação foi regular. (Poder A10)

Painel
Temer sinaliza mudança ampla nos ministérios
O presidente Michel Temer trabalha para encerrar as conversas com a base aliada até o fim desta semana. Quer, já na próxima, dar início à reforma ministerial. Ele deu sinais de que busca mudança mais ampla e gostaria, inclusive, de substituir todos os que serão candidatos em 2018. (Poder A6)

Editoriais
Leia “Cerco ao penduricalho”, sobre tributação de benesses de altos servidores públicos, e “Reformismo argentino”, acerca de propostas de Macri. (Opinião A2)

————————————————————————————