Vivemos mais, alguém precisa pagar a conta
Para Cláudio Lottenberg, que deixou o hospital Albert Einstein para assumir a maior operadora de planos de saúde do país, a Amil, ê preciso novas regras no setor. “Vivíamos 40 anos e agora passamos para 80. Alguém precisa pagar essa conta”, diz ele, para quem fraudes e falta de informação geram desperdício no sistema de saúde.
Eleições: maioria quer renovação
A maioria dos brasileiros não votaria nos candidatos que apoiou nas últimas eleições e aposta na renovação de nomes em 2018 para melhorar o país, aponta pesquisa da FGV-Rio.
Estados já perdoam até 100% de multa tributária
Descontos para contribuintes são aplicados por ao menos 14 governos estaduais e 16 de capitais
Em meio à crise financeira, pelo menos 14 Estados e 16 capitais decidiram dar descontos a contribuintes devedores por meio de programas de parcelamentos de dívidas (Refis) em 2017, segundo levantamento do Estadão/ Broadcast. Em mais da metade dos casos, há o abatimento de 100% de multas ou juros (ou de ambos) para pagamentos à vista. Técnicos da Receita Federal e especialistas na área alertam para os efeitos negativos que esse tipo de iniciativa tem sobre a arrecadação, uma vez que premia o mau pagador com descontos, em detrimento de quem paga em dia. Mas o próprio governo federal não só criou mais uma edição do Refis como acabou cedendo e ampliou o tamanho do perdão para até 90% nos juros e 70% nas multas.
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O Globo

Manchete: Até TCU ultrapassa teto de gastos federal
Limite para este ano é de 7,2%, mas despesas do órgão crescem 10%
Demora na adequação à lei, inclusive pelo próprio Executivo, preocupa especialistas

De janeiro a agosto, o crescimento das despesas de diversos órgãos do governo superou o limite estabelecido na lei do teto de gastos, que, com base na inflação do ano anterior, não pode superar 7,2% em 2017, informam MARTHA BECK e BÁRBARA NASCIMENTO. No caso do Tribunal de Contas da União (TCU), as despesas acumulam alta de 10,1%, patamar inferior apenas ao da Defensoria Pública da União (18,9%). A Justiça do Trabalho registra alta de 7,8%, enquanto o próprio Executivo viu suas despesas crescerem 7,4% até agosto. Especialistas criticam a demora na adequação à lei e se preocupam com futuras pressões por reajuste salarial. (Pág. 15)

Anatel não descarta intervenção na Oi
O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações, Juarez Quadros, diz que o governo vai agir para evitar a falência da Oi, maior concessionária de telefonia do país. Em entrevista ao repórter BRUNO ROSA, Quadros disse que “não falta nada” para o início de um processo de intervenção. A assembleia de credores que decidirá o futuro da empresa será dia 23. A Anatel vai rejeitar o plano de recuperação. (Pág. 15)

Grupo J&F sob suspeita de fraude
O Ministério Público Federal vê “caráter fraudulento” na organização societária da J&F. Documento afirma que a família Batista usufruía bens de luxo que estavam em nome de empresas inativas, supostamente para dificultar o rastreamento. (Pág. 16)

Eleições: maioria quer renovação
A maioria dos brasileiros não votaria nos candidatos que apoiou nas últimas eleições e aposta na renovação de nomes em 2018 para melhorar o país, aponta pesquisa da FGV-Rio. (Pág. 3)

Receita para ter prisões seguras
Experiências internacionais indicam que o aumento na segurança das cadeias passa por um controle mais rígido das visitas e pela melhora da estrutura das prisões. (Pág. 7)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Estados já perdoam até 100% de multa tributária
Descontos para contribuintes são aplicados por ao menos 14 governos estaduais e 16 de capitais
Em meio à crise financeira, pelo menos 14 Estados e 16 capitais decidiram dar descontos a contribuintes devedores por meio de programas de parcelamentos de dívidas (Refis) em 2017, segundo levantamento do Estadão/ Broadcast. Em mais da metade dos casos, há o abatimento de 100% de multas ou juros (ou de ambos) para pagamentos à vista. Técnicos da Receita Federal e especialistas na área alertam para os efeitos negativos que esse tipo de iniciativa tem sobre a arrecadação, uma vez que premia o mau pagador com descontos, em detrimento de quem paga em dia. Mas o próprio governo federal não só criou mais uma edição do Refis como acabou cedendo e ampliou o tamanho do perdão para até 90% nos juros e 70% nas multas. (ECONOMIA / PÁG. B4)

Conselho tenta impor limites
O Confaz aprovou um convênio para restringir as condições previstas em edições futuras de Refis. (PÁG. B4)

Temer afirma que STF não pode afastar parlamentares
Depois de Senado e Câmara, foi a vez de o presidente Michel Temer se colocar contra a aplicação a parlamentares de medidas cautelares alternativas à prisão. A posição do Executivo foi requisitada pelo Supremo Tribunal Federal. O parecer, feito pela Advocacia-Geral da União, foi enviado sexta-feira ao STF, que julgará na quarta se o Congresso tem a palavra final sobre o afastamento de parlamentares. O Senado espera o resultado para avaliar como fica o caso de Aécio Neves. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Pacote de maldades
O Senado ameaça votar uma série de projetos, caso seja derrotado no STF. (COLUNA DO ESTADÃO / PÁG. A4)

Cida Damasco
Em 2018, será impossível o argumento de que a economia está descolada da política. (ECONOMIA / PÁG. B4)

Notas & Informações
Vigas para o teto de gastos
Será preciso muito mais que competência técnica para se implantar o novo regime fiscal. Se faltarem condições políticas, o perdedor será o País. (PÁG. A3)

O compromisso do presidente
Um número maior de brasileiros vê na permanência de Temer um fator de estabilidade para o País. (PÁG. A3)

70% assumem alguma fala discriminatória (Metrópole / Pág. A12)

Direto da fonte
Contra um Estado mínimo. Empresário Josué Gomes da Silva apoia governo forte, mas não “balofo”. (PÁG. C2)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Mapa da morte em SP espelha da Suécia ao México
Levantamento inédito feito pela Folha, com dados bairro a bairro, revela a geografia dos assassinatos na capital
Levantamento inédito feito pela Folha mostra o mapa das mortes violentas bairro a bairro na cidade de São Paulo. Ele traduz realidades que oscilam entre números de países avançados, como a Suécia, refletida nos índices do Jardim Paulista, e nações conflagradas, a exemplo do México, espelhado no Jaçanã. O bairro da zona norte ultrapassou a historicamente violenta região sul da cidade devido a duas grandes chacinas registradas neste ano.
Com isso, pulou para taxa de 23 mortos a cada 100 mil habitantes, superior à do México em plena guerra de gangues do narcotráfico. A reportagem utilizou a base de dados bruta do governo estadual, com milhares de mortes. O recorte escolhido contabiliza homicídios, lesões corporais seguidas de mortes e latrocínios (assaltos seguidos de morte). O Jardim São Luís (zona sul) ê o campeão em números absolutos, com 43 crimes registrados neste ano.
Isso significa 16 mortes por 100 mil habitantes, o dobro da média da capital e superior àquela da República Democrática do Congo. A média brasileira ê de 27. Entre os 96 bairros, 33 têm índices menores do que os dos EUA (4,8), e 28 registram dados maiores que a Nigéria (9,7). Bairros centrais, como a Sé, têm taxas que ultrapassam 70 casos por 100 mil habitantes — mas que não refletem a realidade por não contabilizarem a população flutuante da região. (Cotidiano B1)

Doria atribui sua queda a herança da gestão do PT
O prefeito de SP, João Doria (PSDB), culpou a situação financeira deixada por Fernando Haddad (PT) pela queda de nove pontos percentuais em sua aprovação registrada pelo Datafolha.
Haddad ironizou e disse que o rival de Doria pela postulação tucana ao Planalto, Geraldo Alckmin, deve estar feliz. O ex-governador Alberto Goldman, crítico do prefeito, diz que ele pode deixar o PSDB. (Cotidiano B6 e Poder A8)

Vivemos mais, alguém precisa pagar a conta
Entrevista da 2a.
Para Cláudio Lottenberg, que deixou o hospital Albert Einstein para assumir a maior operadora de planos de saúde do país, a Amil, ê preciso novas regras no setor. “Vivíamos 40 anos e agora passamos para 80. Alguém precisa pagar essa conta”, diz ele, para quem fraudes e falta de informação geram desperdício no sistema de saúde. (Pág. A14)

Empresa alvo de inquérito sobre Temer atua sem contrato em SP
O grupo Rodrimar, pivô da mais recente investigação sobre o presidente Michel Temer, ocupa área no porto de Santos sem contrato com o poder público, segundo o governo federal.
O Ministério Público Federal suspeita que dirigentes tenham negociado propina para o presidente e que a empresa tenha se beneficiado de decreto presidencial sobre portos assinado em maio. Todos negam. (Poder A4)

Fábrica de peças para novo caça do Brasil, em SP, ainda é promessa (Poder A10)

Marcus Melo
Bruzundanga já não é mais a mesma!
A reforma política aprovada por Congresso disfuncional é a ideal para muitos especialistas. Na realidade, eles já previam esse resultado: reformas com custos concentrados e benefícios difusos só são viáveis quando diferem no tempo seus efeitos. (Opinião A2)

MARCUS MELO, professor de ciência política da Universidade Federal de Pernambuco, passa a escrever as segundas.

Editoriais
“Menos é mais”, sobre novas diretrizes para a atuação do BNDES, e “O básico no centro”, a respeito de planos para recuperar a região da capital. (Opinião A2)

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